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Importar para o Brasil em 2026

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Como importar para o Brasil em 2026: guia completo

Guia prático para importar produtos para o Brasil. Habilitação no Radar, classificação NCM, despacho aduaneiro, custos e tributos atualizados para 2026.

O que você precisa para importar para o Brasil?

Importar produtos para o Brasil envolve uma série de etapas burocráticas, mas com planejamento adequado o processo se torna muito mais simples. O primeiro passo é entender que toda importação formal exige habilitação no Radar Siscomex, que é o registro da Receita Federal que autoriza empresas a operar no comércio exterior.

Existem três modalidades de habilitação: expressa (limite de USD 50.000 por semestre), limitada (até USD 150.000 por semestre) e ilimitada (sem teto de valor). Para quem está começando, a modalidade expressa é a mais rápida — o prazo de análise é de cerca de 2 dias úteis.

Passo a passo da importação

Depois de habilitado no Radar, o fluxo básico de uma importação é:

  • Classificar o produto no NCM: O código NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) determina os impostos que incidem sobre o produto. Use a calculadora da Arancely para encontrar o NCM correto.
  • Negociar com o fornecedor: Defina o Incoterm (FOB, CIF, EXW), forma de pagamento e prazo de entrega.
  • Contratar o frete internacional: Marítimo (mais barato, 30-45 dias da China) ou aéreo (mais rápido, 7-10 dias).
  • Registrar a DI (Declaração de Importação): Feita pelo despachante aduaneiro no Siscomex. Aqui entram todos os dados da mercadoria, NCM, valores e tributos.
  • Pagar os tributos: II, IPI, PIS, COFINS e ICMS são pagos antes da liberação da carga.
  • Desembaraço aduaneiro: A Receita Federal analisa a declaração. Se cair em canal verde, a liberação é automática. Canal amarelo exige conferência documental, e canal vermelho, inspeção física.

Custos principais

Os tributos federais na importação brasileira são:

  • Imposto de Importação (II): Varia de 0% a 35% dependendo do NCM. A média para produtos industrializados fica entre 14% e 20%.
  • IPI: Incide sobre produtos industrializados, com alíquotas de 0% a 30%.
  • PIS/COFINS: Juntos somam 11,75% sobre o valor aduaneiro.
  • ICMS: Imposto estadual que varia de 17% a 25% dependendo do estado de destino.

Na prática, os tributos totais podem representar de 50% a 100% do valor CIF do produto. Por isso é fundamental calcular antes de fechar a compra. Use a calculadora da Arancely para simular os custos completos.

Dicas para quem está começando

Não subestime os custos portuários e de armazenagem — eles podem surpreender. Contrate um despachante aduaneiro experiente, pois erros na classificação NCM ou na documentação podem gerar multas pesadas. E sempre verifique se o seu produto precisa de anuência de órgãos como ANVISA, INMETRO ou ANATEL antes de embarcar.

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